how much love does weight
Sunday March 19th 2006, 3:31 am
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Amados, queridos,
Unidades esparsas, dispersos,
Aqueles, perdidos,
Declaro solenemente
Que, eu, unidade esparsa,
Perdida, aquela,
Entre eles,
Estou viva.
Parcial, completa.
Desconexa de qualquer
Gênero da realidade, inexistente,
Insana, intuitiva.
Amo, respiro, amo,
Esparsa.
Amor orgástico,
Explosivo e inconstante.
Desconexo, parcial.
Amor inexistente,
Querido,
Necessário, fantástico
Meio de não-comunicação,
Não-intelecção,
Não-tempo,
Não-sentimento,
Não-esparso,
Não.
Amor manchado, subentendido.
Quisera ele ser Sempre,
Constante, fraterno.
Solidário, cuidadoso.
Não-esquecido,
Não-triste,
Não-sofrido,
Não-intermitente.
Eu, viva.
Apaixonada, desconexa,
Sem fôlego, querida,
Manchada, parcial.
Não-Sempre,
Não-Fraterna,
Não-Insólita,
Não.
Querido, Esparso,
Não-Tempo
Sedutor, intuitivo,
Intermitente,
Sempre desconexo,
Sempre Amor,
Necessário, inconstante,
Intermitente,
Não-Tempo dolorido,
Não-imaginário.
Amor vibrante,
Vivo,
Sólido, esparso,
Conexo, Desconexo,
Inconstante,
Não-Sempre.
Paradoxo. Querido,
Sim.
Sempre Sim.
Eu, viva,
Intermitente, passional,
Apaixonada pelo Amor, cansada
Do Não-Amor,
Do Não-Fraterno,
Do Não-Intuitivo,
Do Não-Insólito,
Do Não-Paradoxal,
Do Não-Vivo,
Do Não-Disperso.
Apaixonada pelo Amor
Orgástico,
Solidário,
Constante,
Terno,
Explícito.
Sem fôlego.
Amor Orgástico,
Esporádico,
Não-Comunicação,
Não-Direcionado,
Não-Sempre,
Não-Previsível.
Eu, viva.
Eu passional,
Eu esporádica.
Solenemente, paradoxal,
Declaro que toda resposta
Para toda pergunta
É Sim.
É Amor Inconstante,
É Amor Dolorido,
É Amor Fraterno,
Solidário,
É Amor Orgástico,
Esporádico,
É Amor Desentendido,
Não-Direcionado,
Não-Intrínseco,
Não-Unidade,
Não-Desconexo,
Não-Tempo.
Espasmo. Sem fôlego.
Eu, Não-Unidade,
Intermitente, paradoxal,
Declaro solenemente
Que a resposta para toda pergunta
É o Passional.
É o Querido.
É o Insólito, Intrínseco, Intermitente,
Inconstante,
Dolorido,
Sim.



you each time
Sunday March 05th 2006, 2:02 am
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Na fúria do tédio. Sábado à noite. Em casa. Na cama.
As horas não passam. Estúpidas.
O mesmo torpor estranho, o vazio. A falta de tudo o que não tivemos.
Seus olhos, sua boca, seu gosto.
Estúpida eu, por precisar sentir saudades da pessoa errada para ver o quanto sinto saudades suas.
Os filmes, as cartas, as palavras. Eu e você.
O marasmo do tempo. Quatro anos? Que sejam eles uma vida.
Melancolia que surge quando eu menos espero.
Sua ausência me pega de surpresa. Latente, queimando. E, de repente, todo o resto não tem mais importância.

“Faz um café, acende um cigarro, põe Tori pra tocar”. Ele disse. E eu o adoro.

Sem você, a vida continua. Cria novos caminhos, novas perspectivas. Caminhos e perspectivas cegas. Caminhos e perspectivas sem sentido.
A espera, os desejos, as contradições. E eu queria que ficasse tudo bem.
Sim. Eu, amarga. Velha. E fria.
Sim. Eu, chata. Vaga. E… Diferente.
Culpo você. Culpo você por não estar aqui. Você, por não estar aqui. Agora. Você, por me fazer sentir tanta falta. Você, por me fazer ver que não sou nada sem você.
E culpo você. Por me fazer dizer coisas piegas e melosas. Mesmo que você odeie pessoas melosas.
O so called “Amor” transforma pedras em clichês. É.
As horas ainda não passam. Ainda estúpidas.
As lembranças correndo, doloridas. Dias de uma vida que agora me parece terrivelmente distante.
Quero o novo. Vida nova. O novo com você.
Porque você faz da pedra, um clichê. Porque você faz da velha chata, fria e velha, um monte de frases românticas e melancólicas. Porque você sabe o quanto eu odeio ficar assim, desarmada.
Cada instante com você é o paradoxo entre a plena felicidade e o desalento.
Cada instante com você é sentir o peito estourar, é ter o nervosismo atravessado na garganta.
Cada instante com você é a certeza de tudo o que me manteve em pé, até hoje.
Cada instante com você é saber que nem tudo neste mundo é a porcaria que eu sempre reclamo ser.
Cada instante com você é o melhor instante que eu poderia ter.

“A você, meu coração. Dilacerado do meu peito”