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Cada momento é algo que faz sua vida nunca mais ser a mesma.
Nos despedaçamos em pequenos pedacinhos, jogados contra a parede, apenas para nos consertamos e depois nos partirmos de novo e depois nos consertarmos mais uma vez.
Somos únicos, enormes, com uma imensidão tão particular dentro de nosso peito que a idéia de amor é engraçada e quase contraditória. Somos tão diferentes e gigantescos que nos aproximarmos tanto é tão provável quanto vencer um abismo com um monociclo.
Saltamos, caímos, e morremos e vivemos de novo, porque cada novo segundo é um novo segundo e nos tornamos outros. Saltaremos novamente com a noção de que a outra queda foi apenas um leve suspiro, pouco mais que uma memória borrada.
Que a concepção torpe e inapreensível de seja lá o que for deus nos acalente, pois nossos corações frágeis são muito mais resistentes do que gostaríamos que fossem e precisamos de algo muito maior que nossa própria imensidão para não desistirmos do que quer que nos mantém aqui. Estamos todos aqui, neste exato momento.
Estou cansada, me sinto idiota, mas percebi que posso saltar de novo.
Descobri porquê nunca quero partir.

1 Comment so far
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Como já dizia a Miranda July, “aquilo era absolutamente necessário para que se soubesse como essa pessoa era forte”. qualquer queda por maior que pareça é sempre pequena depois de uma nova..
não é?
hahah
“bah” baita foto, “tchê”
(mentira, eu não to falando assim não)
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